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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Japão: a história por trás da Ilha dos Coelhos

Mäyjo, 26.02.15

Japão: a história por trás da Ilha dos Coelhos (com FOTOS)

A famosa ilha japonesa de Okunoshima, mais conhecida como “ilha dos coelhos”, voltou a estar nas atenções mediáticas depois da divulgação de um vídeo que mostra uma mulher a ser perseguida por um grande grupo de coelhos.

A ilha tornou-se nos últimos anos uma tracção turística por duas principais razões: a existência de centenas de coelhos selvagens que circulam livremente pela ilha e pela história de guerra – a ilha era onde o exército japonês produzia gás venenoso durante a II Guerra Mundial.

É conhecido que os coelhos eram utilizados para testar as armas químicas, mas não há provas de que os animais utilizados nos testes são os antepassados dos coelhos que actualmente habitam a ilha.  De acordo com Ellis Krauss, professor de política japonesa na University of California San Diego, é bastante improvável que as duas gerações de coelhos estejam relacionadas.

“Os coelhos não são descendentes dos que foram utilizados nos testes das armas químicas durante a guerra”, afirma Krauss, citado pelo Dodo. “Os coelhos dos testes foram eutanasiados pelos americanos durante a ocupação do Japão. Cerca de 200 destes estavam a ser utilizados nos testes”, explica o docente.

Uma vez que todos os coelhos da ilha foram abatidos, é difícil perceber como é que os animais voltaram a dominar Okunoshima. Porém existem algumas possibilidades de explicação. “Já ouvi que um casal britânico trouxe um casal de coelhos e os libertou, mas também já ouvi que outros turistas vieram à ilha, provavelmente crianças, e fizeram o mesmo. Existe a possibilidade de que alguém que queria tornar a ilha num local turístico o fez. Mas não existem certezas”.

Cerca de 700 coelhos habitam actualmente a ilha, aproximando-se dos visitantes que lhes dão comida. Dada a falta de predadores, os coelhos reproduzem-se livremente. Porém, Krauss indica que os coelhos não teriam atingido um número tão elevado sem a ajuda humana. “O mais interessante acerca destes coelhos é que a água do solo e algumas partes do solo ainda estão contaminadas. Toda a água que é consumida na ilha é engarrafada e trazida de fora e, posteriormente, as pessoas deixam água potável para os coelhos”.

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Foto:  ikumic / Creative Commons 

LISBOA QUER APROVEITAR TRÂNSITO RODOVIÁRIO PARA PRODUZIR ELETRICIDADE

Mäyjo, 26.02.15

Lisboa quer aproveitar trânsito rodoviário para produzir electricidade

A ideia não é nova e já tem sido trabalhada por diversas universidade e start ups: utilizar a energia gerada pelo trânsito rodoviário para produzir e vender electricidade. Agora, a cidade de Lisboa pretende utilizar este processo para gerar mais receitas e, com isso, tornar a cidade mais inclusiva, de acordo com o presidente da autarquia, António Costa.

O projecto está a ser trabalhado em parceria com investigadores da Universidade da Beira Interior (UBI), tendo a Câmara de Lisboa candidatado um projecto que procura aproveitar a energia cinética produzida pela circulação automóvel na cidade para criar electricidade, que poderá ser reutilizada, armazenada ou vendida pelo município.

“É colocado um tapete por cima do pavimento, que capta a energia, e é instalado um sistema, fora do pavimento, que converte essa energia, transforma-a e injecta-a na rede”, explicou ao Sol um dos mentores do projecto, Francisco Duarte.

O investigador disse que o tapete é semelhante aos pavimentos para a redução de velocidade, aproveitando a energia que é feita pelos veículos para abrandar. A Avenida da República será uma das zonas em que o sistema poderá ser aplicado. As outras ainda estão a ser estudadas.

Segundo os investigadores da UBI, será possível atingir poupanças na ordem dos €145 mil (R$ 450) em consumos eléctricos e reduções de 337 toneladas de emissões de dióxido de carbono.

A capital portuguesa está entre as 21 finalistas do concurso internacional Mayor’s Challenge, da Bloomberg Philanthropies, fundação do ex-presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg que visa premiar com €5 milhões o projecto mais inovador para resolução de desafios e melhoria da vida urbana, com potencialidades para serem partilhadas com outras cidades.

Este prémio poderá financiar o sistema, que tem um prazo de execução de dois anos: o primeiro dedicado ao desenvolvimento e investigação do projecto e o segundo para aplicação do sistema.

“Seremos compradores do projecto assim que estiver desenvolvido e for implementável”, explicou António Costa. Os investigadores da UBI trabalham neste projecto há três anos e já desenvolveram um projecto-piloto, na Covilhã.

Foto:  Trishhhh / Creative Commons

Parte III do relatório do IPCC: LPN propõe medidas de adaptação do país às Alterações Climáticas

Mäyjo, 26.02.15

Após a divulgação da 3ª parte do Relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), a LPN – Liga para a Protecção da Natureza, apresenta o documento “Preparar Portugal”, com um conjunto de medidas que visam mitigar as alterações e preparar o país para um clima mais quente, mais seco, com fenómenos climatéricos extremos, ameaças permanentes ao litoral e aumento dos incêndios florestais.

A 3ª parte do Relatório do IPCC sobre as Alterações Climáticas, intitulada “Climate Change 2014: Mitigation of Climate Change” foi ontem divulgada em Berlim, na Alemanha. Neste relatório o IPCC apresenta uma série de medidas para a mitigação das alterações climáticas e adaptação do planeta e das suas diferentes regiões às alterações previstas pelos cientistas do IPCC.

A LPN, após análise deste documento, assim como da 2ª parte do Relatório, divulgada em 31 de março do ano passado, apresenta hoje um conjunto de 7 planos para a adaptação e mitigação das alterações climáticas em Portugal.

Considerando que já são efetivas as consequências das alterações climáticas no território nacional e que as mesmas tenderão a agravar-se no próximo século, com a mudança do regime hídrico, com aumento de chuvas intensas e secas severas, as cheias, a erosão costeira, as tempestades extremas, o aumento do nível médio do mar e dos incêndios florestais, é necessário o país preparar-se. A LPN divulga hoje o documento “Preparar Portugal”, que compreende as seguintes propostas de adaptação para o país:

  • Programa de desmantelamento de barragens obsoletas;
  • Proteção de cheias;
  • Deslocação de populações em zonas costeiras ameaçadas;
  • Adaptação dos sistemas e culturas agrícolas;
  • Criação de barreiras florestais autóctones;
  • Implementação imediata de um Plano Nacional de Eficiência Energética;
  • Expansão de uma rede de transportes públicos coletivos economicamente acessíveis a toda a população.


Descarregar o documento “Preparar Portugal”

SEM AS MONTANHAS, CLIMA DA TERRA SERIA IDÊNTICO AO DE MARTE

Mäyjo, 26.02.15

Sem as montanhas, clima da Terra seria idêntico ao de Marte (com FOTOS)

Se não fossem as montanhas, o planeta Terra seria uma casca em órbita, fria como Marte. Essa é a conclusão de um novo artigo da revista Nature, que sugere que as montanhas funcionam como elevadores para os minerais profundos da terra, e que podem desempenhar um papel crucial na estabilização da atmosfera.

Montanhas como os Himalaias, Montanhas Rochosas e os Andes são cruciais para o manto da terra e permitem a ascensão desses minerais à superficie.

O cálcio é abundante entre estes minerais e, frequentemente, liga-se ao dióxido de carbono no ar, transformando-se em pedra calcária. A chuva, a neve e o vento dissolvem esse calcário e enviam-no de volta para o Oceano, onde se instala.

Louis Derry, geoquímico da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, diz que este processo já deveria ter sugado o dióxido de carbono da atmosfera. Demasiado CO2 contribui para o aquecimento global mas, se existir em pouca quantidade, torna a terra num lugar demasiado frio e que impede o desenvolvimento da vida.

“Se não fossem os mecanismos de resposta, o planeta estaria arruinado entre 5 a 10 milhões de anos”, refere Derry.

Os cientistas conhecem alguns mecanismos de resposta que poderiam ter retardado o arrefecimento, no entanto, estes, sozinhos, não explicam a estabilidade de longa data do nosso clima.

Mesmo os vulcões, que libertam carbono para o ar, não seriam suficientes para compensar o seu “sequestro implacável” dos oceanos profundos”, de acordo com o estudo.

A resposta, de acordo com Mark Torres, principal autor do artigo, é a pedra Pirita – ou sulfeto de ferro, também conhecido como ouro dos tolos – um mineral metálico das profundezas da terra que é empurrado para a superfície quando as montanhas sobem.

Estudo pode influenciar outros estudos climtéricos

Quando sobe pela montanha e é exposto ao oxigénio, ele liberta dióxido de enxofre, que é conhecido por romper as ligações de carbono com outros minerais não orgânicos – como o cálcio -, levando o carbono a escapar para a atmosfera como o CO2.

No entanto, até agora ninguém tinha pensado que as montanhas eram cruciais para o derramamento de pirite suficiente de forma a evitar o enorme défice de carbono.

Torres e os co-autores da pesquisa suspeitaram dos dados de uma pesquisa na América do Sul, quando verificaram um grande contraste entre os resultados dos minerais dos Andes com os das terras baixas da Amazónia. Por esse motivo regressaram à Califórnia e encontraram dados no rio de escoamento de quatro zonas montanhosas em que a pirite é abundante. Depois, eles analisaram os números, relacionando-os com uma estimativa global de enxofre encontrado em rochas marinhas.

Embora a área em questão fosse de apenas 2% do globo terrestre, as suas estimativas mostraram que a fonte era remetida para 40% do enxofre mineral derivado do mundo.

Esses factos foram suficientes para convencer os investigadores de que as forças da crosta terrestre em picos irregulares também ajudam o planeta a ter um clima relativamente estável, no que respeita a catástrofes – tais como impactos de meteoros, tempestades solares e revoluções industriais.

Torres, porém, admite que a metodologia utilizada não é perfeita. “A extrapolação de dados a partir de um único local para todo o planeta, num período de tempo curto, foi uma necessidade, porque a ciência química não é algo que possa ser medido em pedaços dentro de um laboratório”.

“Estamos a tentar entender o que está a acontecer em todo o mundo com base num valor”, referiu Torres, acrescentando que “a questão é como esse valor é representado por todo o mundo e se é preciso durante mais de 65 milhões de anos”.

Os investigadores acreditam que as provas do estudo são suficientemente convincentes para, pelos menos, influenciar as pessoas que estudam o clima a longo prazo a considerarem a utilização deste estudo nos seus ensaios: “Queremos que as pessoas comecem a pensar sobre isto e a inclui-lo nos seus modelos”, concluiu.

 

As montanhas essenciais ao Planeta

 

Fotos (Andes de 1 a 6; Himalaias de 7 a 10 e Rocky Mountains de 11 a 15): Lluis Cabarrocas / Derek Keat / Emmanuel Dyan / Leandro’s World Tour /  lakefire15  / Avraham Elias /  Semilla Luz / Creative Commons